sábado, 9 de janeiro de 2010

No dia em que lhe fui uma das opções na vida ele escolheu não me escolher e foi-se embora. Ele só quer viver a vida dele, e acredito que a vai viver sem mim... Parte da culpa foi minha, mas não fiz o mal que ele me fez.
Sinto tantas saudades do seu cheiro na minha pele, nos lençóis. Tantas, que não as sei de cor, e por mais que as tente apontar perco-me sempre. Tantas, que perdi o fio aos dias. Tantas, que o respirar arranha. Tantas que sem ele não faz sentido..
Jura-me amor, atraiçoa-me nas costas. Mundo, gira no eixo certo por favor.


'Agora vivo ao teu lado, e tu nem notas, no calor da noite deito-me perto de ti, e sinto como se me tocasses, como se eu fosse mais que ar. Consigo sentir que sou tua outra vez, então todas as noites vou ter contigo, dou-te um beijo na cara, deito-me a teu lado. E é ai que eu queria estar viva, para puder gritar uma última vez que te amo. Que imaginava o futuro, os filhos, a casa, o cão. De uma coisa eu sei, a morte traz a eternidade, traz a certeza que um dia virás ter comigo a este outro mundo, traz eternidade aos sonhos, às segundas oportunidades, e pode ser que nesse dia saibas que eu estive sempre lá todas as noites e agarrei-te contra o meu peito com a força que tinha, e limpei-te muitas vezes as lágrimas da cara, e nunca te deixei sozinho com a vida. Não foste tu que ganhaste asas meu anjo, afinal fui eu.'

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010



Sim, tenho imensas saudades tuas. <3

(Hoje apanhei o 70 às 7h, estava noite e a lua estava em quarto minguante. O autocarro não ia cheio, ainda havia lugares vazios. Sentei-me naqueles de só um banco. Estava a passar o "O Maior" quando começo a ouvir uma música. GOD, encheram-se-me os olhos de lágrimas. O motorista finalmente tinha ligado o rádio, e estava precisamente a começar a Jai Ho. Chorei feita maluca. Chegando ao Campo 24 de Agosto fui ver as horas, eram 7h18, estava a dar em louca. Nisto olho para a rua e estava a passar o BES ali no Campo. Nesse momento só me apetecia ter-te ali e cobrar-te o nosso compromisso de sempre que passassemos um BES. Eram mais ou menos 15h, estava eu a passar o BES perto da Praça da Galiza (se não me engano) e em frente estava um smart HJ. Eu continuo a acreditar no destino, e que ele me diz que és o Homem da Minha vida. Não sei é se este nos vai juntar ou fazer ser felizes separados. Mas de uma coisa tenho a certeza, foste, és e serás o Amor de uma vida.)

Nunca fui de grandes ressentimentos, daí guardar-te com o maior carinho.
Nunca fui de ser muito fria, mas neste momento sinto-me congelada por dentro. Não consigo sentir qualquer tipo de dor, de ódio momentâneo, fome, sono, qualquer tipo de nada. Se pareço uma morta viva? Com 3 quilos e pouco a menos desde domingo e com a cara com muita base, posso dizer que continuo apresentável.
Sinto-me sim tão embalada e calma em mim mesma, tão levada pela corrente dos dias, um de cada vez.
Sim, talvez seja por já saber que há coisas que não mudam (para melhor). Talvez seja outro rumo. Talvez sejam as últimas palavras a soar dentro de mim ainda. Talvez seja o "de vez" a soar mais a certo. Ou talvez não seja nada.
Não importa, eu gosto disto. Gosto de estar bem com tudo, dizer que sim a tudo, colar no vazio, dançar no silêncio. Prefiro ter pouco mas ter o que gosto, quem gosto, e como gosto a querer tanto e ficar com o nada (que todos pensassem assim).

"Liberta-me a mente (...) Um ponto de luz que me seduz, aceso na alma."

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Quando não estás invento-te.
Imagino histórias
Escrevo argumentos
Realizo filmes
Para encher de ti
O tempo em que não estás.
Puxo-te por um braço
Trago-te para o meu espaço
És voz amante de um filme de Almodovar
Calmo. Terno. Meigo
Carinho. Paz.
Ou persegues-me. Agarras-me
Empurras-me contra um canto
Possuis-me ao ritmo alucinante de Tarantino
E somos paixão absurda
Que tudo destrói à passagem
Que esgota os sentidos
Arrasa o corpo
Não acalma a alma
Não conhece paz nem calma
Mas é fogo violento que arde
E exige sempre mais.
Quando não estás presente
Invento-te.
Para estares sempre
Mesmo quando não estás.

(Encandescente in Quando Não Estás)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010


A falta que me fazem não se descreve.
Quantos sorrisos, quantas lágrimas. Palavras de apoio, criticas construtivas. Havia sempre algo a aprender com o outro, com o que se sentava ao lado, atrás, à frente, até mesmo com o da outra ponta da sala.
Claro que nem tudo era bonito, mas... éramos uma família na mesma.
Quantas dores de cabeça aos professores, quantos berros levamos nós. No fim sabia sempre bem, porque riamos-nos juntos.
A cumplicidade tinha o seu jeito de ser com cada um, as atitudes partem da cumplicidade que se tem, e com alguns ela era fantástica.
Num texto sem referências, pelo menos uma tenho que fazer. Sandra. Bem, mas que furacão em pessoa! Eu adoro-te, és das melhores pessoas que conheço.
Peço desculpa a quem já desiludi.
A maior parte não irá ver isto, talvez nenhum veja até. Mas sei que de qualquer forma o irão sentir.

Com saudade.

(12ºA, 2008/2009)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


Destino, por onde andas?