Quando não estás invento-te.
Imagino histórias
Escrevo argumentos
Realizo filmes
Para encher de ti
O tempo em que não estás.
Puxo-te por um braço
Trago-te para o meu espaço
És voz amante de um filme de Almodovar
Calmo. Terno. Meigo
Carinho. Paz.
Ou persegues-me. Agarras-me
Empurras-me contra um canto
Possuis-me ao ritmo alucinante de Tarantino
E somos paixão absurda
Que tudo destrói à passagem
Que esgota os sentidos
Arrasa o corpo
Não acalma a alma
Não conhece paz nem calma
Mas é fogo violento que arde
E exige sempre mais.
Quando não estás presente
Invento-te.
Para estares sempre
Mesmo quando não estás.
(Encandescente in Quando Não Estás)
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