segunda-feira, 20 de abril de 2009

<3




Se me ouvires quero apenas dizer que te amo.

Gostava de poder dizer que tudo correrá bem entre nós, mas as forças falham e não consigo. Não consigo fazer-me ouvir e muito menos fazer-me entender. Sinto que as minhas palavras saem distorcidas e não têm a mínima utilidade nem força em ti.
Gostava que poder dizer que 1+1=1 como nós (eramos), mas 1+1 vão ser sempre 2, cada um por si no fim a dar um número par mas não a ser um número unânime como uma fusão.
Certamente depois desta (nem) meia dúzia de frases do nada irei fiquei vazia na mesma. Irei ficar a pensar que teria sido melhor acabar de ver o filme, onde no nome podemos ler "Last Chance Harvey", bem enrolada nos meus cobertores. Mas como isto já está escrito e já só espero que tenha valido algo.
Será que tudo vale a pena?

domingo, 12 de abril de 2009

não há coincidências .




Por certo todos nós já nos deparamos com situações que achamos incríveis e nas quais pensamos Fogo, que tremenda coincidência. Diz-se ser coincidência algo que acontece por acaso, sem ser planeado, sem a realização de actos com um tal fim.


Como se calhar devem calcular eu não acredito em coincidências, não acredito que acontecem coisas por acaso ou que há ligações significativas a algo por acaso. Não me entra mesmo na cabeça e não adianta tentarem-me dizer que não há coisas escritas para acontecerem ou terem sentido porque para mim há. Para mim há algo ligado ao destino, há algo que tem de acontecer e pronto.

Nas salas de cinema as filas estão assinaladas por letras por ordem alfabética e qual foi o nosso espanto quando me viro Excluíram uma letra do alfabeto. Tamanho foi o brilho no teu olhar quando viste as filas H J seguidas. E quem sabe das coisas percebe ainda melhor o porque desse brilho.
E fala-me de nos termos conhecido pessoalmente em frente ao BES do Dragão e no total o nome Banco Espírito Santo ter 18 letras.
Fala-me da letra H no alfabeto ser a letra número 8 e a letra J a letra número 10 e na soma isso dar 18.
Fala-me dos números da matrícula do carro do meu pai somados darem 18 e fala-me da matrícula do carro do teu padrasto ser 12-18.
Fala-me de no teclado do computador as teclas H e J estarem lado a lado.

Responde-me a tudo com uma simples palavra, tenho a certeza que será a que tenho em mente.


Se há coincidências? Não, creio em absoluto que não.

sexta-feira, 3 de abril de 2009


Levanto a persiana, está novamente um dia de sol. Estranhamente este não me aquece, não me fere os olhos quando o olho de frente.
Sento-me e ouço as músicas de sempre, não consigo. Mudo então a lista e ouço as músicas que me partem o coração e envidraçam os olhos. No fundo é mesmo isso que me sinto, envidraçada, um pequeno caco de vidro que sobrou de algo, que ficou perdido no meio de alguma coisa. Ou terá sido no fim de alguma coisa? Não sei, mas não gosto de acreditar em pontos finais, tirando aqueles dos contos de fadas que seguem a celebre frase "E viveram felizes para sempre.", se for assim eu não me importo de o aceitar.
Mas estou a escrever sobre quê se estava a falar do tempo quando comecei?


Olho para o teu nome mil vezes num minuto, pinto o teu corpo junto a mim aqui na cama e deixo-me cair entre os teus braços, mesmo não tendo o teu corpo físico sinto um abraço de aconchego. Sim, caiem-me as lágrimas e sinto um aperto no peito que mal consigo respirar... Mas de que importa? Podia não respirar mesmo.

Perco-me nas minhas músicas, nas minhas lembranças...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

I.


00:00, dia 2 de Abril de 2006.

Pego no telemóvel e escrevo uma mensagem divertida de parabéns, eu própria sorria para o telemóvel enquanto a escrevia. Claro que me respondes-te com as brincadeiras de sempre, brincadeiras que me faziam rir até ficar com as lágrimas nos olhos e ficar sem resposta.
Sem dúvida que eras das pessoas que me deixava mais facilmente sem saber o que responder pois sabia que não teria uma resposta para superar a tua, mas eu gostava porque depois me dizias que gostavas de mim e me chamavas tolinha.


00:18, dia 2 de Abril de 2009

Lembrei-me que já haviam passado 3 anos e 18 minutos desde a última vez que te desejei os parabéns e me respondes-te. Senti-me então vazia como em todos os dias destes últimos anos. Senti a falta de um abraço teu e a falta de um daqueles beijinhos que esmagavam a bochecha.
Neste momento faltam-me as palavras da mesma forma que tu me faltas (fisicamente) todos os dias e sinto-me fraca por isso.


Gostava que lesses isto, gostava que lesses tudo que foi escrito para ti neste tempo, mas este mundo que dá tantas voltas não deixou, nem sequer deixou ficar com a memória da última gargalhada.
Sinto que isto é injusto, que isto tudo não foi merecido para ninguém.
Só queria voltar a dançar contigo nas aulas de física, no meio da escola, de te sentir mexer-me no cabelo nas aulas enquanto a prof de inglês perguntava se querias ser cabeleireiro. Meu Deus, tantas memórias, tantas recordações. Prometo-te que ficarão sempre guardadas comigo e com o tempo elas irão reflectir-se em sorrisos, prometo-te.

Enquanto isso, Feliz Aniversário meu amigo.
Com amor, com saudade...