terça-feira, 26 de maio de 2009



(A música já estava escolhida quando me mandas-te o texto, daí eu ter copiado aquilo)


Apesar de tudo, e mesmo que não tenhas olhos só para mim, eu amo-te. O mundo não gira do mesmo jeito sem ti, gira muito depressa e pára repentinamente, começa a girar e volta a parar.

(ficou uma qualidade nojenta, um dia vês o original no pc...)

João Morgado. <3



Nunca fui mulher suficiente para ti, sempre deste mais valor ao que estava por fora do que a quem se deitava a teu lado na cama e se agarrava a ti nos dias mais frios enquanto corria um filme que já tinha perdido o interesse há muito.
Nunca sequer te enchi as medidas, nunca sequer o meu abraço teve a medida certa para ti, nem nunca fui tão bonita como as raparigas (fúteis) que tanto valorizas e te fascinam.

Sinceramente não sou nada, nunca fui é a realidade.
Mereces melhor, continua a procurar e a experimentar, um dia hás de a encontrar .


A vida não chega para tudo, trata de viver com mais intensidade as coisas boas, porque no final de contas Estás aqui para ser feliz.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Acredito que para além da linha do horizonte o céu e o mar se fundem, por alguma coisa têm ambos a mesma cor, ambos acalmam quando nos sentamos a admira-los, ambos tem uma dimensão tremenda.
Se céu e mar se tocam e estão uma distância que o cérebro humano não consegue sequer tentar imaginar, eu penso que conseguirei um dia tocar-te e sentir que nos fundimos também. A distância é tão mínima comparada com a do céu e do mar já viste amor? Se bem que para chegar a ti eu percorria distâncias infinitas, não me importava, se no fim só me visses a mim na tua frente, só te interessasse eu no teu caminho.

Dorme bem, com amor <3

Começo a achar que as folhas do meu caderno me conhecem melhor que ninguém.

Quando olho para ti meu amor, não me vejo a mim, vejo-te a ti num concentrado de corpo e alma, vejo a transparência que tantas vezes me embaciou os olhos. Sempre soubeste ser tu, nunca foste eu, o teu coração sempre bateu no mesmo compasso.

(...)

Não sinto nada, nem bem nem mal amor, parece que me sugaram a alma e me deixaram apenas o corpo. Sinto apenas o mundo a girar muito rápido, depressa demais, e eu não o consigo acompanhar.
Começo a saber lidar com a palavra ausência, deixei de esperar algo mais do que aquilo que estavas disposto a dar ou então sufocaria na minha própria espera, morreria o meu coração... Mas talvez mesmo estando morto ele esperaria. Não sei, e não consigo questionar aquilo a que nem eu (nem tu) sei responder. Eu já fui assim, já esperei, já morri, já renasci, isto vezes sem contas tal como um circulo vicioso. Agora limito-me a viver.

Quando as linhas que união os nossos destinos se desenrolaram tu quiseste partir e eu deixei, deixei-te virar as costas e seguir o melhor caminho. Eu sei que se um dia a chuva quiser, ela volta a cruzar as nossas linhas novamente.

É tudo uma questão de destino.

sexta-feira, 22 de maio de 2009


“Não sou como a abelha saqueadora que vai sugar o mel de uma flor, e depois de outra flor. Sou como o negro escaravelho que se enclausura no seio de uma única rosa e vive nela até que ela feche as pétalas sobre ele; e abafado neste aperto supremo, morre entre os braços da flor que elegeu.”

Roger Martin du Gard, Os Thibault

quarta-feira, 20 de maio de 2009


Uma, duas, três, (...) quinze, dezasseis, (...)
Já perdi o número às tempestades que tenho vindo a defrontar. Sinto que em todas consigo vencer mas perco sempre um bocado de mim, parece que me deixo levar pelo vento da tempestade e afundar no tempo.
Por falar em tempo, gostava de ter um relógio e pará-lo em alguns momentos.. Pará-lo a meio de discussões e poder finalmente fazer-me ouvir, berrar a pulmões abertos a minha razão e esperar até que interiorizem isso e me peçam desculpa e me dêem um abraço.
Por falar em abraços, apetecia-me agora um apertado daqueles que me apertam até ao osso e fazem sair a alma pelas orelhas.

Bem que me vou deitar à espera que um anjinho papudo ouça os meus tristes pedidos.
Por falar em pedidos...

sábado, 16 de maio de 2009

É impossível cair quando já se está no chão.