
Começo a achar que as folhas do meu caderno me conhecem melhor que ninguém.
Quando olho para ti meu amor, não me vejo a mim, vejo-te a ti num concentrado de corpo e alma, vejo a transparência que tantas vezes me embaciou os olhos. Sempre soubeste ser tu, nunca foste eu, o teu coração sempre bateu no mesmo compasso.
(...)
Não sinto nada, nem bem nem mal amor, parece que me sugaram a alma e me deixaram apenas o corpo. Sinto apenas o mundo a girar muito rápido, depressa demais, e eu não o consigo acompanhar.
Começo a saber lidar com a palavra ausência, deixei de esperar algo mais do que aquilo que estavas disposto a dar ou então sufocaria na minha própria espera, morreria o meu coração... Mas talvez mesmo estando morto ele esperaria. Não sei, e não consigo questionar aquilo a que nem eu (nem tu) sei responder. Eu já fui assim, já esperei, já morri, já renasci, isto vezes sem contas tal como um circulo vicioso. Agora limito-me a viver.
Quando as linhas que união os nossos destinos se desenrolaram tu quiseste partir e eu deixei, deixei-te virar as costas e seguir o melhor caminho. Eu sei que se um dia a chuva quiser, ela volta a cruzar as nossas linhas novamente.
É tudo uma questão de destino.
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