segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A Fine Frenzy - Almost Lover




Esta cama sempre foi demasiado grande só para mim, para mim que me acho um pequeno insecto neste planeta.
Há 24 horas atrás, ela estava bem mais aconchegadora, e eu, bem, eu sentia-me muito mais tranquila.


Há algum tempo que perdi o brilho do meu olhar, que não sinto nada no pouco que faço dia após dia.
Faz tempo que o sorriso serve para tapar o buraco no peito que me deixaram, a vida que me roubaram.
Ouvi falar que temos que aproveitar enquanto vivos, que depois não passaremos de uma lembrança mas, e quando já não sentimos a vida em nós, nem a passar por nós?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009


Esqueci-me de rir quando o mundo me pareceu ridículo.
Que estupidez, devia ter aproveitado para rir enquanto podia, pois agora, mesmo que o ridículo continue há um vazio que não deixa a gargalhada propagar-se, há um vazio que me suga como um furacão suga objectos de enormes dimensões (pensando bem, a força do meu vazio deve ser um pouco maior que a do furacão).



Hoje o dia está meio cinzento, gostava de o colorir mas todas as minhas cores estão desbotadas.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009


Pensa o ser humano que tudo saber o faz ser maior e melhor, mas, e quando esse tudo o torna num nada? Por vezes procuramos aquilo que a nossa consciência diz existir escondido, suamos, esquematizamos, damos o melhor de nós, para no fim existir o arrependimento de não ter estado quieto.

Mas porra, também porque razão esconde o ser humano tantas coisas?
Talvez por as achar pecados, por achar mais excitante viver aventuras na ignorância dos outros... Talvez por estupidez.


Tantas perguntas sem resposta, tantas perguntas guardadas para mim...
Tento dar um salto por cima, mas acabo sempre por cair novamente.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009




Ai o que eu passei
Só por te amar
A saliva que eu gastei para te mudar
Mas esse teu mundo era mais forte do que eu
E nem com a força da música ele se moveu .

domingo, 9 de agosto de 2009


Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.

(Clarice Lispector)

domingo, 2 de agosto de 2009




Quando se planta tem-se fruto.
Quando se quer fruto, planta-se.
Quando não se quer plantar não se pode querer ter fruto.
Quando não se quer ter fruto não vale a pena plantar.