sábado, 9 de janeiro de 2010

No dia em que lhe fui uma das opções na vida ele escolheu não me escolher e foi-se embora. Ele só quer viver a vida dele, e acredito que a vai viver sem mim... Parte da culpa foi minha, mas não fiz o mal que ele me fez.
Sinto tantas saudades do seu cheiro na minha pele, nos lençóis. Tantas, que não as sei de cor, e por mais que as tente apontar perco-me sempre. Tantas, que perdi o fio aos dias. Tantas, que o respirar arranha. Tantas que sem ele não faz sentido..
Jura-me amor, atraiçoa-me nas costas. Mundo, gira no eixo certo por favor.


'Agora vivo ao teu lado, e tu nem notas, no calor da noite deito-me perto de ti, e sinto como se me tocasses, como se eu fosse mais que ar. Consigo sentir que sou tua outra vez, então todas as noites vou ter contigo, dou-te um beijo na cara, deito-me a teu lado. E é ai que eu queria estar viva, para puder gritar uma última vez que te amo. Que imaginava o futuro, os filhos, a casa, o cão. De uma coisa eu sei, a morte traz a eternidade, traz a certeza que um dia virás ter comigo a este outro mundo, traz eternidade aos sonhos, às segundas oportunidades, e pode ser que nesse dia saibas que eu estive sempre lá todas as noites e agarrei-te contra o meu peito com a força que tinha, e limpei-te muitas vezes as lágrimas da cara, e nunca te deixei sozinho com a vida. Não foste tu que ganhaste asas meu anjo, afinal fui eu.'

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